Um novo sistema para as novas empresas de uma nova era

Nos dias de hoje, se o mundo dos negócios pudesse resumir seus desafios a uma só
palavra, a palavra seria pessoas. Lidar com os “funcionários” tem sido o maior dilema das empresas no momento. O que fazer para retê-los? O que fazer para que estejam comprometidos? O que fazer para que tenham iniciativa e responsabilidade?

Segundo pesquisa do Dieese em 2011, o índice de rotatividade no Brasil chegou a 54%. Isso representa mais da metade da força de trabalho do país mudando de emprego em um ano. E outra pesquisa da Catho Online mostrou que, em 2011, o tempo médio que um executivo ficou em uma empresa foi de dois anos e três meses. Ainda mais alarmante é o fato dos especialistas de RH já estarem considerando isso uma tendência normal. Ou seja, as empresas que se preparem para lidar com esta rotatividade porque a tendência é só piorar.

Uma análise rápida nos permite chegar à seguinte conclusão: se uma pessoa sai do emprego ou é demitida, salvo raras exceções, é porque alguém está infeliz – ou a pessoa está infeliz com a empresa ou a empresa está infeliz com a pessoa. Se ambos estivessem felizes um com o outro, não haveria motivos para quebra do vínculo. De fato, índices de rotatividade crescentes a cada ano significam que o ambiente de trabalho está se tornando, cada vez mais, um ambiente ruim. Um ambiente onde as pessoas estão infelizes porque as empresas não são como elas gostariam que fossem, e onde os empresários são infelizes porque as pessoas não são como eles gostariam que fossem.

Em meus quase 20 anos de observação e interação com as pessoas de todos os níveis hierárquicos em dezenas de empresas, pude identificar que as causas da infelicidade das pessoas estão relacionadas a inúmeros fatores, como por exemplo: ter que lidar com incoerências, vontades e vaidades de chefes, burocracias, disputas de poder, pressão e injustiças. Já a causa da infelicidade dos empresários se resume à falta de compromisso das pessoas.

Este cenário piora quando falamos de micro e pequenas empresas que ainda não possuem um horizonte de carreira claro para as pessoas. Além das dificuldades normais, estas empresas ainda são consideradas trampolins para que as pessoas possam ir para uma empresa maior.

As causas deste problema crônico de pessoas estão diretamente ligadas ao modelo de administração vigente no mundo empresarial, que se encontra em franca decadência. Este mesmo modelo de administração que é ensinado pelas universidades, vendido pelas consultorias e utilizado pela imensa maioria das empresas no Brasil. Um modelo que já possui mais de 100 anos. Desde que foi criado já se passaram quatro gerações, o mundo se transformou completamente, há mais de 20 anos entrou na era digital onde as pessoas passaram a conseguir acesso a toda e qualquer informação que desejam
conquistando poder de escolha, poder de conhecimento, poder de decisão. Apesar de tudo isso as empresas continuam se organizando e administrando pessoas da mesma forma que faziam nas décadas de 1910 e 1920.

Alguns podem argumentar que não, que a administração se modernizou, que existem muitas ferramentas novas sendo aplicadas e utilizadas pelas empresas. É, até que existem… Só que todas as ferramentas da administração funcionam como se fossem softwares de computador. Elas podem ser novíssimas, porém estão rodando sobre um sistema operacional antigo e ultrapassado. É como se até hoje estivéssemos desenvolvendo novos softwares para operar no antigo DOS. Na verdade o modelo da administração é um sistema operacional.

Este sistema é composto por um conjunto de regras, ou premissas, que definem para senso comum como uma empresa deve operar. Estas premissas foram delineadas no início do século passado por Taylor, Fayol e Sloan e constituem, até hoje, a base para a imensa maioria das ferramentas adotadas pela administração como Organogramas, Cargos e Salários, Planejamento Estratégico, Orçamento, Avaliações de Desempenho, Gestão de Pessoas, Gestão de Processos, Contratos de Resultado, Bônus e Incentivos(PPRs)… São sete as premissas que definem este sistema operacional da administração:

1. Propósito
Empresas existem para aumentar a riqueza de seus donos (ou maximizar retorno para os acionistas).

2. Estrutura
Empresas devem ter uma hierarquia vertical (representada graficamente por um organograma), onde a pessoa mais importante é o dono.

3. Funcionamento
Empresas funcionam como máquinas, com processos super-especializados, medição numérica e causa e efeito linear.

4. Pessoas
Pessoas nas empresas são “recursos humanos”, ou peças que precisam se encaixar nas funções ou nos processos pré-definidos para a máquina.

5. Motivação
É externa, pessoas são motivadas por incentivos financeiros ou pela ameaça de perda dos mesmos.

6. Crescimento
Crescimento pode ser planejado, ou seja, o tamanho da máquina pode ser definido, calculado e desenhado de acordo com o desejo dos acionistas e disponibilidade de recursos.

7. Liderança
Liderar é gerir, e o gestor é escolhido por um superior hierárquico para garantir que a máquina funcione como planejado e gere os resultados esperados.

Estas premissas são interligadas como engrenagens e, quando inseridas no contexto de uma empresa, além de enquadrar as pessoas na condição de “recursos humanos” manipuláveis de acordo com o desejo de crescimento financeiro do dono, mecanizam o
relacionamento entre estas pessoas tornando-os frios, hierárquicos e burocráticos. Ora, se as pessoas hoje possuem cada vez mais poder por terem acesso a informações, como podem estar felizes e satisfeitas quando são submetidas a premissas como estas?

Elas não podem. Este modelo repele as pessoas. Por isso já está passando da hora de surgir um novo sistema operacional que permita às empresas se organizarem de maneira mais eficiente e sustentável, de acordo com as características do mundo atual. Este sistema operacional já existe. Nasceu dentro de empresas que, em algum momento de sua existência, rejeitaram o modelo da administração e resolveram se organizar de maneira totalmente diferente. Toyota, Google, Southwest Airlines e a brasileira Semco são algumas destas empresas. Empresas que operam sob as seguintes premissas:

1. Propósito
Empresas existem para gerar valor para a humanidade de maneira equilibrada e sustentável.

2. Estrutura
Empresas são conjuntos de times, células ou pessoas que se interagem horizontalmente, visando gerar valor para o mercado.

3. Funcionamento
Empresas funcionam como organismos vivos, são adaptáveis e não lineares, ou seja, as partes devem conter o todo e o todo nunca é igual à soma das partes.

4. Pessoas
Pessoas são pessoas. Indivíduos com emoções e experiências altamente relevantes para o bom desempenho do sistema.

5. Motivação
É interna, pessoas são naturalmente auto-motivadas desde que trabalhem com autonomia, em ambiente que estimula o auto-aprimoramento, e movidas por uma causa nobre.

6. Crescimento
Crescimento é natural e é conseqüência do reconhecimento pelo valor entregue ao mercado. Organismos vivos crescem por si só, é necessário cultivar o ambiente para isso.

7. Liderança
O líder é escolhido pela equipe por ser sua maior referência, por ser aquele que demonstra maior paixão pelo propósito e pelas atividades das pessoas.

Estas são as sete premissas do sistema operacional que chamamos de Orgânico. Um sistema sustentável porque atrai as pessoas, porque reconhece o poder das pessoas, porque está focado na geração de valor equilibrado para todas as pessoas sem privilegiar ninguém. Um sistema que humaniza novamente as relações, que transforma trabalho em lazer, ser humano em atleta e equipes em times. Todos auto-motivados por estarem buscando excelência, com autonomia e se dedicando a um propósito nobre de entregar valor para humanidade.

O desafio de construir uma empresa orgânica é um desafio único e exclusivo do empreendedor. Um líder que procura se aprofundar no conhecimento sobre o sistema orgânico e suas premissas até desenvolver plena convicção de sua viabilidade e eficácia terá avançado dois terços do caminho. O terço restante vem de atitudes condizentes e da educação da equipe.

Querem começar já? Comecem a ler estudiosos do assunto como Edward Deming, Peter Senge, Ricardo Semler e Niels Pflaeging. Leiam sobre a Toyota, sobre a Southwest Airlines, sobre o Google. Participem do programa PGEO (Programa de Gestão Empresarial Orgânica) e juntem-se a vários empresários que estão desenvolvendo organizações pioneiras no Brasil. Organizações onde as pessoas trabalham felizes, e onde o resultado é consequência disso.

 

                                          Renan Carvalho
         Consultor e coach certificado pelo Integrated Coaching Institute

Estratégias de comunicação integrada

A comunicação integrada surgiu nas organizações como forma de aproximar os conteúdos dos diversos setores dentro de uma empresa. Com isso, houve a necessidade dos profissionais de comunicação, publicitários, relações-públicas, designers e jornalistas, dentre outros, passassem a trabalhar em conjunto, complementando as várias competências das habilidades distintas.

A união  das comunicações institucional, mercadológica e interna deu origem ao que hoje chamamos de composto de comunicação organizacional e tornar sua aplicação
correta é fundamental para que as empresas desenvolvam ações integradas para
atender a diferentes públicos.

Entender o que faz cada nicho da comunicação é importante para acertar o objetivo final. A comunicação institucional, por exemplo, tem como finalidade construir e manter a imagem da organização junto ao seu público-externo. Já a comunicação interna, muito utilizada pelos setores de Recursos Humanos, fala diretamente com o colaborador e a mercadológica serve para a divulgação de produtos e serviços tendo as vendas como meta principal. Essa atividade está relacionada com as áreas de Marketing e Propaganda e suas peças são difundidas por meio de anúncios impressos,
comerciais televisivos, spots de rádio e banners na Internet e outras promoções.

Para alcançar os objetivos da organização, faz-se essencial o planejamento estratégico da comunicação. Nessa planificação são traçadas as metas a serem atingidas, que vão desde a decisão sobre o futuro da instituição, passando pela divulgação institucional e pela comercialização de produtos e serviços para diferentes públicos, até chegar aos resultados pretendidos.

Um bom plano de comunicação deve conter a definição do público-alvo a ser atingido, deve deixar bem claro qual o posicionamento da empresa, ou seja, a identidade e a imagem que se pretende passar, além de elaborar formas de firmar a marca perante o mercado. Tudo isso contribui para o melhor entendimento do público interno como o externo e obter maior aceitação das atividades da organização.

Alcançar as metas depende de como explorar de maneira eficiente as várias ferramentas de comunicação: marketing, publicidade, propaganda, merchandising, assessoria de imprensa etc. Por isso é essencial se apoiar em bons profissionais da área, pois esses saberão identificar quais as ações devem ser utilizadas, sempre dependendo do perfil do cliente e das suas necessidades.

O ideal é aplicar por completo o composto de comunicação, mas se isso não for possível, é importante saber qual é o momento de utilizar cada uma de suas estratégias. Uma organização que tenha como pressuposto aumentar as vendas de seus produtos, o melhor é apostar na comunicação mercadológica. Se a questão é visibilidade e credibilidade, por que não utilizar das ferramentas de comunicação institucional? Já uma empresa que precisa trabalhar a integração de seu público-interno, o melhor é adotar posturas indicadas pela comunicação interna.

A integração dos diversos conteúdos por uma equipe multidisciplinar de comunicação e o planejamento em conjunto trazem benefícios sem comparação para as empresas: liderança nos negócios, conquista da confiança de seu público-alvo, aumento de mercado e posicionamento da marca. Além de ser uma forma de reduzir gastos desnecessários com ações ineficientes que não refletem em nenhum resultado positivo.

Apenas ter um bom produto ou serviço de qualidade e preços competitivos já não são
suficientes para manter um excelente market share. É preciso mais. É importante criar situações que aproximem a empresa de seus diversos públicos cada vez mais, por isso a importância de ter uma comunicação integrada. Ignorá-la não o ajudará a atingir os objetivos desejados.

Tornar-se diferencial entre os concorrentes é uma boa estratégica para se tornar líder de mercado. Um bom plano estratégico possibilita a otimização do processo de comunicação, e permite o retorno financeiro para os negócios da instituição.

 Fonte: Clarice Pereira, jornalista.

 

 

Marketing e comunicação não são “quebra galho”

Quando o assunto é Marketing  e suas funções, alguns pontos se tornam complementares por serem bastante parecidos ou simplesmente pela pequena diferença que existe entre um ponto e outro, como por exemplo a importância das táticas e estratégias aplicadas no marketing e na comunicação.

Segundo Don Schultz, “hoje, a maior parte das atividades de comunicação e marketing é de natureza tática”. Isto significa que elas deveriam ser mais utilizadas como ações e medidas que uma organização deve seguir, mas, apesar disso, em algumas empresas elas não são vistas como elemento essencial para o sucesso de determinada marca.

No mercado publicitário os orçamentos são cortados ao meio dia após dia, valores são ajustados e o budget para comunicação e divulgação de uma marca é iniciado e encerrado todo ano. Isto impõe uma certa dependência mediante a administração da empresa e o sucesso da campanha. “O marketing e a comunicação são atividades táticas que a organização aparentemente não valoriza, ou cuja contribuição para o exito da organização não foi demonstrada” (Schultz).

Muitas vezes, a criação de métodos efetivos de monitoramento dos resultados nos programas de marketing e comunicação é esquecida pelos próprios profissionais que atuam na área, sendo substituídos pelos projetos mais econômicos, de acordo com o orçamento. Na maioria das vezes, investir um pouco mais, seja em marketing ou comunicação, pode significar o sucesso da marca em menos tempo.

Uma empresa não deve jamais utilizar o marketing e a comunicação apenas para “quebrar um galho”, essas duas vertentes devem ser devidamente planejadas, contribuindo para uma ótima estratégia de divulgação da marca.

Tudo indica que as organizações deverão mudar o seu comportamento em relação aos números investidos em marketing e comunicação, afinal de contas hoje em dia uma marca tem que se adequar ao mercado-alvo, o que implicará
muitas vezes em grandes investimentos na área de comunicação e marketing.

Autor: Guilherme Lisboa

Graduando em Publicidade e Propaganda, 24 anos, adora trabalhar com campanhas, ações e planejamento. Acredita que uma imagem fala mais que mil palavras e a publicidade está ai para confirmar isso.

Fonte: pontomarketing.com

 

Burrice das multidões ou Inteligência coletiva?

 Pessoal,

Durante nossa vida, acumulamos uma série de lições que aprendemos com as diversas pessoas com as quais tivemos contato. Sabe aquela frase: “aprendi isso com fulano…” e outras expressões parecidas?

Pois um dos ensinamentos que registrei, e que volta e meia cito para as pessoas, é uma frase da minha professora de educadoria no MBA que fiz sobre planejamento e gestão empresarial.

Em meio à discussão sobre participação das pessoas e processo decisório, alguém comentou sobre a questão da maioria imperar na tomada de decisões. Foi aí que ela afirmou: “Muitos afirmam que a maioria tem razão, mas a maioria não tem razão, a maioria decide o que vai fazer. Se a maioria tivesse razão sempre, nenhuma eleição daria errado”.

Resgato essa passagem e ensinamento da minha vida, porque tive contato com um artigo sobre inteligência coletiva da professora de programação e criadora de games Kathy Sierra. Segundo a professora, aproveitar a inteligência coletiva pode trazer muitos benefícios.  O objetivo é agregar, de algum modo, a sabedoria de cada indivíduo independente. Kathy exemplifica separando inteligência coletiva de burrice das multidões:

- Inteligência coletiva é um monte de gente escrevendo resenhas de livros na Amazon. Burrice das multidões é um monte de gente tentando escrever um romance juntos;

- Inteligência coletiva são todas as fotos no Flickr, tiradas por indivíduos independentes, e as novas ideias criadas por esse grupo de fotos. Burrice das multidões é esperar que um grupo de pessoas crie e edite uma foto juntas;

- Inteligência coletiva é pegar ideias de diferentes perspectivas e pessoas. Burrice das multidões é tirar cegamente uma média das ideias de diferentes pessoas e esperar grande avanço.

Em meio a todas as possibilidades que a Internet oferece de conectar pessoas para formar essa inteligência coletiva, ainda é necessário um eixo organizativo. A professora Kathy cita o exemplo da Wikipedia, que poderia ter sido um fracasso se buscasse o consenso entre os editores dos artigos, mas graças ao trabalho dos administradores, que tomam decisões que nem sempre geradas pelo consenso, determina a qualidade do conteúdo, ou seja, é necessária a presença de um editor.

Do meu ponto de vista e trazendo esses ensinamentos para a realidade das empresas, a diversidade de perspectivas é um elemento importante para aquelas que buscam investir em criatividade navegando nas ondas revoltas da nova economia. Na constante busca por pessoas com a capacidade e a disposição para colaborar entre diferentes disciplinas, as empresas buscam criar equipes verdadeiramente interdisciplinares. Em uma equipe interdisciplinar, todos se sentem donos das ideias e assumem a responsabilidade por elas. Em uma equipe multidisciplinar, cada pessoa defende a própria especialidade técnica e o projeto se transforma em uma prolongada negociação entre os membros da equipe, provavelmente, resultando em concessões a contragosto.

Nesse ambiente, o papel do líder é conciliar forças, instintos, interesses, condições, posições e ideias conflitantes; ser o eixo organizativo dessa inteligência, assim como fazem os administradores dos artigos na Wikipedia. Em um mundo decomposto pela análise, realizar a síntese, reunindo tudo em estratégias coerentes, organizações unificadas e sistemas integrados.

Este é um trabalho árduo.Tendo em vista que o mundo da gestão é dividido em muitos pedacinhos e decomposto em regiões, divisões, departamentos, produtos e serviços; para não falar em missões, visões, objetivos, programas, orçamentos e sistemas.

Diante desse desafio, líderes precisarão desenvolver a habilidade da REflexão. REflexão significa perguntar, sondar, analisar, sintetizar, conectar. Em latim, refletir significa mudar de direção (retroceder, recuar), sugerindo que a atenção seja direcionada ao interior para que depois ser  voltada para o exterior, permitindo que vejamos um objeto familiar de modo diferente, ou, no caso da inteligência coletiva, de perspectivas diferentes.

O futuro aponta para organizações que procurem facilitar a colaboração, a ajudar as pessoas a trabalharem em equipe com outras pessoas de outras unidades. O futuro aponta para organizações em formas de redes interativas e não como hierarquias verticais e onde a gestão procura funcionar ajudando a trazer à tona a energia que existe naturalmente dentro das pessoas.

Uma organização saudável não é uma série de recursos humanos soltos, cada um cuidando apenas do próprio território, mas sim uma comunidade de seres humanos responsáveis, que se importam com o sistema como um todo e com sua sobrevivência no longo prazo.

Ela é fruto de uma inteligência coletiva e não de uma burrice coletiva. Afinal de contas, empresas são abstrações. O que vale, de verdade, são as pessoas dentro delas. Empresas são redes interativas, não hierarquias verticais. Empresas são redes sociais tecidas e integradas pelos fios do conhecimento.

@blogdomarcelao

Fonte: Blog HSM

As Relações Públicas em 3 níveis

Além de não haver muito conhecimento sobre as atividades de relações públicas em geral, também existe uma grande confusão em relação aos níveis de sua atuação bem como às áreas e nichos em que atua ou pode atuar. Um pouco disso já foi possível observar no post anterior, Afinal, o que é Relações Públicas e o que fazem os RPs?

Com certeza o relações públicas e a atividade de Relações Públicas são importantes em qualquer organização do primeiro, segundo e terceiro setores. As grandes empresas foram as primeiras a se darem conta da necessidade de um trabalho de comunicação que não seja unicamente de publicidade e propaganda e com finalidade direta de comercialização de produtos e serviços, pois observaram que os resultados são efêmeros, restritos a pouco mais que o tempo de veiculação. Ao implantarem a metodologia de planejamento estratégico nas empresas, notaram que comunicação também é estratégica e precisa ser trabalhada como tal.

Dessa forma, as atividades de Relações Públicas – quando são desenvolvidas com fins exclusivos, como para lançamento de produtos e serviços de uma organização, por exemplo – são etapas táticas e operacionais que fazem parte de um plano estratégico anterior, geralmente de marketing

Numa organização que tenha a estrutura de comunicação bem elaborada, há, pelo menos três níveis de atividades e respectivos profissionais de comunicação. Numa rápida explicação, temos:

Nível Estratégico

É relativo à gestão da comunicação da empresa como um todo, elabora os planos de comunicação de médio e longo prazo (períodos de gestão comumente em torno de 5 a 10 anos) delineados sobre objetivos gerais e alinhados ao plano estratégico geral da empresa. Os profissionais deste nível geralmente têm mais de 10 anos de graduação, pós-graduação, e vários anos de mercado e são conhecidos como diretores ou gerentes.

É onde são determinadas as políticas e diretrizes de comunicação além de ser responsável pelo acompanhamento do cumprimento cronograma, verificação de resultados e relatório gerencial. É, também, onde são estabelecidos os recursos financeiros que serão disponibilizados para a comunicação corporativa; são analisados e consolidados os relatórios cujos resultados serão divulgados para toda a empresa e para os demais públicos de interesse; é avaliada a relação custo-benefício dos investimentos realizados por período; e avaliada a necessidade ou não de revisões de estratégias, de limite de verbas, do plano de comunicação, realinhamentos, entre outras atividades de alto nível gerencial.

Nível Tático

Trata do desenvolvimento dos programas de curto e médio prazo (geralmente de 1 a 5 anos), que são desdobramentos do plano geral de comunicação, determina objetivos específicos alinhados aos gerais e direcionados a necessidades mais pontuais da organização, bem como as abordagens que serão utilizadas para atingi-los. Os profissionais têm de 2 a 5 anos de formados, especialização ou cursos de curta duração no currículo, e menos tempo de mercado, geralmente enquadrados em subníveis como júnior, pleno e sênior, e orientam e supervisionam a execução.

Aqui são determinados quais os instrumentos que serão utilizados de acordo com as características e abrangência dos públicos-alvo e públicos indiretos; delimitam-se as verbas para cada segmento; determinam-se programas específicos para datas marcantes e para novos produtos e serviços a serem lançados pela empresa; é onde são reunidas e sintetizadas as informações e elaborados os relatórios.

Nível Operacional

É onde são elaborados os projetos de curto prazo (que podem ser de semanas até um ano) que desenvolvem as ações que chegarão até os públicos-alvo. São determinados e detalhados os instrumentos e todos os passos a serem executados para a operacionalização das atividades. Neste nível, trabalham estudantes de graduação em comunicação ou aqueles com até 2 anos de formados (de estagiários a auxiliares e trainées), e estão sob constante supervisão e orientação dos superiores do nível tático. Aqui é que são vistos os profissionais de relações públicas que desenvolvem eventos estratégicos, ou os que elaboram conteúdo para jornais empresariais, murais, sites, blogs, imprensa, pesquisas de opinião, pesquisas de satisfação, tabulações, levantamentos, orçamentos, contatos, redigem releases, fazem registros e relatórios detalhados, etc.

Isso é o que acontece nas grandes organizações, que têm estrutura física e financeira para tanto. Outras empresas mantêm apenas o nível estratégico em sua estrutura e terceirizam os níveis tático e operacional; ou, ainda, terceirizam apenas o nível operacional. Esse é o nicho em que as agências e consultorias de comunicação geralmente atuam.

Por outro lado, sempre é bom lembrar que instituições não são necessariamente aquelas que são compostas por vários funcionários, com sede em edifícios comerciais, que industrializam e/ou comercializam produtos de consumo de primeira necessidade ou serviços essenciais. A nossa sociedade é complexa e dela também fazem parte as atividades de lazer e entretenimento, esportes, turismo, moda, cultura, etc. Sendo assim, atletas, políticos, atores, músicos, escritores, artistas, celebridades em geral, também são instituições, geralmente com CNPJ, e muitas vezes com representatividade internacional. E, certamente, precisam gerenciar sua imagem e reputação tanto ou talvez até mais que muitas organizações, uma vez que, por terem uma estrutura menor, podem ser prejudicados muito mais rapidamente.

Entretanto, talvez até em função dessa estrutura menor, o mais comum é que essas instituições contem com apenas um ou dois profissionais responsáveis por quase todas as áreas do negócio. São os que costumam chamar de “agentes” ou “empresários”, que, embora muitas vezes sejam administradores, também podem ser advogados, economistas, contadores, jornalistas, relações públicas, além de não ser raro não terem uma graduação específica, mas serem pessoas com visão e tino para negócios.

É comum essas pessoas serem as responsáveis pela administração da carreira da celebridade e contarem com assessorias específicas para algumas áreas, como por exemplo, assessoria de imprensa, jurídica, contábil, publicidade, etc. Na verdade, faltam pesquisas e dados estatísticos capazes de nos dar as informações corretas para podermos conhecer e analisar informações sobre a atuação de Relações Públicas nesse segmento.

Um último lembrete: a indústria da moda vive e sobrevive de imagem, aparência, comportamento, opinião e publicidade, além de contar permanentemente com celebridades tanto como criadores quanto usuários e divulgadores de moda. Certamente o trabalho de relações públicas é fundamental nessa área, e as grandes grifes, que também contam com uma estrutura organizacional mais delineada, têm absoluta consciência da importância da comunicação no seu negócio. Acredito que haja muitos profissionais de relações públicas atuando nessa área, mas, mais uma vez, faltam-nos dados que possam dar base para afirmações mais seguras.

Não seria ótimo se fosse desenvolvida uma grande pesquisa nacional para conhecermos melhor a realidade da comunicação e das Relações Públicas no país?

Espero ter ajudado um pouco a esclarecer as dúvidas de muitas pessoas, ao mesmo tempo em que deixo a provocação para nós mesmos e outros profissionais e interessados: de que maneiras podemos ampliar o leque de conhecimento sobre a atuação das Relações Públicas no Brasil para que possamos, também, difundir nossa profissão e aumentar nosso mercado?

Fonte:  Blog das Relações

 

JD Auto Center inaugura nova unidade na Itoupava Central

No sábado, 24 de março, a JD Auto Center inaugura suas novas instalações da
unidade Itoupava Central. Com estrutura moderna de 530m2 e equipe especializada, os serviços de balanceamento, geometria, troca de óleo e verificação da suspensão, direção e freios, além da comercialização de rodas nacionais e importadas e pneus são disponibilizados aos clientes da região norte de Blumenau.

Fundada por duas apaixonadas por carros, Daiani Maira Rezzin e Joseane Valcanaia, a JD Auto Center já atua no mercado há 07 anos, contando também
com uma unidade na Água Verde (na Rua General Osório, 1859, ao lado do colégio
Alberto Stein).

A região da Itoupava Central carecia de uma atenção para os apaixonados por carros. Por isso a JD Auto Center decidiu oferecer o que há de melhor com esta nova estrutura”, comenta Joseane que gerenciará a unidade. “Sabemos que se trata de um público fiel e que preza por um bom atendimento. E isso nós oferecemos a cada cliente. Temos boas expectativas nesta nova unidade”, completa.

No sábado de inauguração será realizado um coquetel de boas-vindas e haverá sorteio de brindes para os clientes que visitarem a nova unidade até às 16h. A nova sede na Itoupava Central fica na Rua Dr. Pedro Zimmermann, 8090 – próximo à Padaria Bublitz.

A JD Auto Center
tem funcionamento de segunda à sexta das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 12h,
nas duas unidades.

Joseane Valcanaia - Gerente da Unidade Itoupava Central

Equipe JD Autocenter em clima de inauguração

Acesse: www.jdautocenter.com.br

VIEK participa de pesquisa internacional sobre mensuração

A VIEK Comunicação, através de sua parceria com a ABRACOM – Associação Brasileira das agências de Comunicação, participa da pesquisa internacional sobre práticas de análise e mensuração de resultados em comunicação corporativa promovido pela ICCO – International Communications Consultancy Organisation, entidade à qual a Abracom é filiada, tem parceria com a AMEC (the International Association for Measurement and Evaluation of Communication). É um esforço conjunto das entidades, com apoio da Abracom, para que o debate sobre o tema seja aprofundado.

Até dia 15 de abril as agências parcerias/associadas da entidade poderão participar e em junho todos os resultados serão compartilhados entre as participantes.

É de suma importância este tipo de iniciativa para fomentar este relevante tema entre as empresas e profissionais da comunicação. Parabenizamos mais uma vez à ABRACOM pela iniciativa e oportunidade desta troca internacional de informações no segmento”. Cita Daniela Viek, Diretora da VIEK Comunicação.

Conheça a ABRACOM

 

IBAGY Imóveis – Agora mais perto de você!

A Ibagy inicia uma nova fase de relacionamento com seus clientes, agora também  nas Mídias Sociais

A Ibagy Imóveis, atuante há 41 anos no mercado imobiliário da Grande Florianópolis (SC), se aproxima ainda mais de seus clientes a partir deste mês.

Mais do que alugar e vender imóveis, a Ibagy faz valer a credibilidade e profissionalismo adquiridos em sua história de forma consolidada, buscando sempre interagir com seus clientes e pessoas conectadas às novidades da capital catarinense. Era natural que seu ingresso nas mídias sociais fosse tão aguardado!

Lançadas oficialmente em Março, a Fan Page da Ibagy no Facebook (www.facebook.com/ibagy) e sua página no Twitter (www.twitter.com/ibagy)
trazem dicas de decoração, informações do mercado imobiliário, sugestões na
hora de adquirir seu imóvel e promoções exclusivas!

Com a consultoria e assessoria da VIEK Comunicação nesta nova abordagem com o público, a Ibagy espera se aproximar e interagir cada vez mais com seus públicos!

Curta a Fan page no Facebook e siga no Twitter!

Google+ pode bater 400 mi de usuários em 2012

Pouco mais de seis meses depois de ser lançada, a rede social Google+ tem 90 milhões de usuários e cresce ao ritmo de 625 mil novas inscrições por dia. Se o impulso se mantiver, no final do ano o serviço do Google terá 400 milhões de usuários. As informações foram compiladas pela empresa SiteImpulse, que revela outros detalhes interessantes sobre os usuários da rede social.

A SiteImpulse diz que o botão +1 do Google+ é acionado 5 bilhões de vezes por dia. O Brasil é o terceiro país em número de usuários na rede social, com certa de 5 milhões. Fica atrás dos Estados Unidos e da Índia. Em quarto lugar vem o Reino Unido e, na sequência, Canadá, Alemanha, Indonésia, México, Itália e Espanha.

A fama do Google+ de ser um reduto de programadores é, em parte, confirmada pela empresa. A profissão mais comum, lá, é mesmo engenheiro de software. Mas ela corresponde a apenas 2,65% dos usuários, dado que mostra que há bastante diversidade.

Outras profissões citadas são consultor (1,99%), gerente (1,72%), fotógrafo (1,59%), professor (1,39%) e especialista em marketing (1,34%). Um grupo numeroso é o dos estudantes, que correspondem a 20% das pessoas. Dois terços dos usuários são homens, o que confirma outra característica usualmente atribuída ao Google+, a de ser um site masculino.

Os programadores podem ser numerosos, mas quem atrai seguidores mesmo são as celebridades. A cantora Britney Spears lidera o ranking, com 1,7 milhão de fãs. Entre as páginas institucionais, a mais popular é a da banda ColdPlay, com 715 mil seguidores.

Comunicação Estratégica | O Desafio da Comunicação nas Empresas

Comunicação: Palavra da moda atualmente.

Todos agora querem ter, pois foi descoberto que cliente também se conquista com
funcionário satisfeito, bem-informado, engajado e, sobretudo orgulhoso de
pertencer à empresa. Isto significa fortalecer positivamente a imagem da empresa
para este público. Ser percebida pela opinião pública como uma empresa ética,
responsável socialmente, que valoriza a diversidade, e também reconhece seus
funcionários, considerados seu maior patrimônio.

A empresa necessita construir uma identidade corporativa sólida, real. O que ela diz por meio da sua comunicação, o que realmente faz e finalmente, como é percebida pelos seus públicos. Fazer Comunicação exige conhecimento, planejamento, execução e finalmente, mensuração de resultados, caso contrário não se alcança o objetivo
proposto. É muito mais complexa do que aparenta, pois é necessário conhecer profundamente o elemento humano, e conseqüentemente qual a melhor forma de atingi-lo. Reflexão, estudo de casos, velocidade, trabalho em grupo, assertividade, crítica, entre outros pontos são fundamentais, pois em Comunicação o tiro tem que ser certeiro: dificilmente haverá uma segunda chance.

Não há lugar para amadores, curiosos ou interessados. Trata-se de uma função estratégica, como um valor no contexto econômico, social e político das empresas. E o profissional de Comunicação tem este papel: o de estrategista, alguém com uma visão ampla do negócio, do ambiente e dos cenários. Mas este conceito deve primeiramente ser assimilado pelo corpo diretivo e os profissionais envolvidos na sua implementação e execução. Cabe a eles a percepção deste conceito de comunicação estratégica, de praticar o empowerment. O risco caso não seja internalizado e praticado este modelo é o de ruir por terra os programas, campanhas e ações desenvolvidos, numa atuação parcial e paliativa. Isso resulta em perda de credibilidade, elemento de sustentação da imagem empresarial, abalando a geração de vantagem competitiva.

A saída é investir numa comunicação integrada, na qual atuem conjuntamente a comunicação  institucional, mercadológica e interna, de forma sinérgica, global. Desta forma  é possível obter maior coerência entre os programas, ações, a linguagem
utilizada, os objetivos específicos, contudo sem deixar de estar alinhada ao foco central, ao objetivo comum. A “aldeia global” preconizada por McLuhan é uma
realidade, pois a comunicação é uma nova forma de riqueza, portanto é necessário
saber como fazer bom uso dela, no lugar certo, na hora certa, pela pessoa certa.

Fonte: Carolina Martins é Relações Públicas, coordenadora de Comunicação
Corporativa da Refrescos Guararapes.